Rejeito orgânico transformado em eletricidade

Usina térmica usa biogás oriundo do aterro sanitário de Minas do Leão, que todo mês recebe cerca de 770 toneladas de lixo venâncio-airense

O gás oriundo do aterro sanitário de Minas do Leão está sendo transformado em energia elétrica depois da empresa Biotérmica Energia ter iniciado sua operação comercial junto ao local. Conforme a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, é para lá que vai, todo mês, cerca de 770 toneladas do lixo produzido em Venâncio Aires, após ter passado pela usina de triagem localizada em Linha Estrela.

Segundo o diretor comercial da Biotérmica Energia, Leomyr de Castro Girondi, o processo de transformação do lixo em energia aproveita a fração orgânica das 3,5 mil toneladas diárias de rejeito depositadas no aterro sanitário da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), e que geram biogás em seu processo de degradação.

Ele explica que este biogás contém cerca de 50% de metano, que após purificado é convertido em energia elétrica por meio de seis motores da General Eletric (GE). Esta é conectada a uma estação da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e interligada ao sistema nacional elétrico.

Em operação comercial desde 25 de junho, a usina térmica gera, atualmente, 8,4 megawatts. 'O projeto tem potencial para gerar até 15 megawatts; energia verde e sustentável para suprir uma população de até 150 mil pessoas.' E a empresa já possui licença prévia da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para instalar projetos similares nos aterros sanitários de São Leopoldo e Santa Maria.

VANTAGENS

Como vantagens em relação a outras formas de produção de energia, o diretor comercial da Biotérmica Energia cita que esse tipo de usina térmica converte um problema ambiental - as emissões atmosféricas de metano, que é 23 vezes mais poluente que o gás carbônico - em solução para o Estado, que é deficitário e importador de energia elétrica.

Girondi também cita que essa matéria-prima possui origem em resíduos e não em fontes não renováveis, como carvão e óleo combustível. Além disso, não gera prejuízos como desmatamentos e alagamentos, a exemplo da energia hidroelétrica. Acrescenta, ainda, que é menos cara que a energia solar e eólica.


Leia Mais:



SIGA NOS

-->