Produção de mudas em alta
25/01
Copa de 2014 aquece ainda mais uma cadeia produtiva já em crescimento
Mesmo faltando 42 meses para o início da Copa de 2014, os empresários que produzem mudas de plantas na Baixada Cuiabana já se

preparam para o evento. Ampliação, qualificação e segmentação do setor são algumas das áreas que precisam de investimento e

mudanças. O presidente da Associação Floral Mato-grossense, Fábio Roberto Oliveira Silva, que está na atividade há 13 anos,

diz que para 2011 há pelo menos 5 cursos programados. "Serão ministrados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

(Sebrae) que tem nos auxiliado muito nessa caminhada, o que nos dá a certeza de que faremos um bom trabalho. Os cursos serão

na área de capacitação, floricultura e decoração. Afinal é preciso qualificar toda a cadeia produtiva".
Mas não é só a expectativa da realização da Copa de 2014 que está movimentando a produção de mudas na Baixada Cuiabana. O

produtor Jenz Prochnow, há mais de 12 anos nesta profissão, diz que também houve mudança de cultura. "Há uma preocupação

maior com a área verde tanto das casas, quanto dos condomínios". O reflorestamento de área degradadas, tanto rurais, como

urbanas, também tem incrementado a venda de mudas de árvores nativas para todo o Mato Grosso.
Apesar do otimismo, os produtores têm algumas preocupações como a falta de mão-de-obra e de água em algumas propriedades. O

produtor Arnold Luyten, diz que a produção de mudas é um dos setores que mais gera emprego. "Não temos máquinas para tirar o

mato que cresce entre as plantas. É um serviço manual, mas é difícil encontrar pessoal para trabalhar no campo". Ele também

reclama da falta de água que já lhe causou muitos prejuízos.
Depois de alguns anos sofrendo em função do período da seca e com a falta de chuva em alguns momentos importantes do

desenvolvimento da produção, Arnold instalou um sistema de irrigação em sua propriedade. Segundo ele, isso onera bastante o

custo de produção, mas foi a única maneira de manter a propriedade produtiva durante todo o ano. Este mês de janeiro,

comemora a economia em função das chuvas constantes. Ele conta que mesmo tendo o sistema de irrigação, também enfrenta o

problema da falta de água na propriedade.
Arnold produz mudas de cerca de 100 espécies de plantas nativas e tem feito bons negócios para atender aqueles que estão

trabalhando com reflorestamento. Assim como no resto do setor, neste segmento também há expectativa de crescimento. Arnold

conta que trabalha com outros tipos de mudas como, por exemplo, as ornamentais. "Mas meu foco principal são as plantas

nativas. Não dá para fazer tudo. É preciso escolher um segmento e ser o melhor".
Assim como Arnold, o produtor Marcos da Silva, também optou pela segmentação e apesar de produzir mudas de outras plantas,

seu foco principal é a grama da espécie esmeralda, muito utilizada em jardins. A segmentação deu tão certo que ele já tem 3

unidades de produção, em Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e em Jangada, todas produzindo grama esmeralda. "Quando

surge a demanda por outras espécies, compramos de outros Estados".

Gazeta Digital

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