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Discussões da Rede Sobre Algaroba


From: Cristiano Cardoso Gomes <crisol@netpe.com.br>
Subject: [AgriSust] Algaroba


At 16:47 05/11/99 +0300, João Suassuna wrote:


Prezado Alexandre Porto,
 Tenho participado de vários encontros promovidos pela EMATER-PE sobre as possibilidades alimentares da Algarobeira (Prosopis juliflora).Essa forrageira arbórea de zonas secas eh fantástica. Tem cerca de 8% deproteína nas vagens, onde pode-se produzir bolos, biscoitos, farinhas,etc. Todas essas iguarias, bastante ricas em proteínas, sao uma verdadeira
delicia (eu pessoalmente já provei e gostei muito). O grande problema que vejo nessa alternativa alimentar para o homem do campo eh a dificuldade que existe em o mesmo mudar o seu habito alimentar. Incorporar o bolo e o biscoito de algaroba em uma alimentação a base de farinha e carne seca (por sinal eh outra maravilha), pode demorar um pouco. Mas, em termos de
opções alimentares eh extremamente valida e bem-vinda.


João gostaria de conhecer mais sobre a fabricação de biscoitos, farinha e outras iguarias.

att;
Cristiano Cardoso Gomes


Date: Fri, 05 Nov 1999 09:36:46 PST
From: Alexandre Porto <aleporto@hotmail.com>
Reply-To: agrisustentavel@netpe.com.br
To: agrisustentavel@netpe.com.br
Subject: [AgriSust] Re: [Mandioca vira papelão (fwd)

João Suassuna

A prof. Ana Maria Primavesi defende em alguns trabalhos a utilização de forrageiras arbóreas (lembro dela citar a algorobeira e o guandu, este tb opção para a alimentação humana). Você conhece experiências nesse sentido no semi-árido?

Alexandre Porto


Prezado Alexandre Porto,
 O Nordeste seco tem alternativas de solução sim. Sempre comento que a saída eh a de explorar ao Maximo a capacidade de suporte da região.Se o Nordeste possui problemas com a produção de culturas de subsistência (os 20% de chances já comentados), temos que partir para outras alternativas mais viáveis, como por exemplo a pecuária de dupla aptidão,
com um gado adaptado a região, com o aproveitamento da caatinga e com o plantio de forrageiras igualmente adaptadas as condições de semi-aridez. Isso eh perfeitamente possível e temos bons exemplos aqui no Nordeste.
Acho que eh uma questão de saber produzir com competência, mesmo em situações adversas. Nesse sentido, tem-se que adequar uma política agrícola a uma realidade regional. Apenas isso. Lembro da impossibilidade de se criar camelo na região polar e urso polar no deserto do Sael. Por  falar em política agrícola, da para perceber que essa nos não temos por aqui.


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