Agricultura e Moçambique

Agricultura e Moçambique

Estimado Senhor,
Cristiano C. Gomes

E com imenso agradecimento que tenho de dizer que acolhemos com grande entusiasmo, o desejo de ver comentários a cerca dos trabalhos por nos desenvolvidos em Moçambique.

Nos aqui no IAM concretamente, estamos envolvidos na produção de algodão biológico desde 1995, sendo em 96 e 97 respectivamente termos logrado certificar a nossa produção através de uma empresa certificadora Sueca KRAV. Em paralelo estamos a desenvolver um grande trabalho de investigação em parceria com o Instituto Nacional de Investigação Agronômica (INIA) da tecnologia biologica, depois desta campanha " que arranca neste mês de Outubro", teremos resultados preliminares consistentes deste trabalho.

Este projecto alem de apoiar os camponeses a produzir algodão usando o pacote de produção inteiramente biológico, assiste também os camponeses na produção de outras culturas alimentares, garantindo assim a sua segurança alimentar.

Ao contrario com aquilo que acontece em muitos paises, Moçambique ainda não atingiu a segurança alimentar, e devido a contrariedades talvez ainda esteja um pouco loge de atingir. Ha duas semanas atrás p.ex. os meios de comunicação social reportavam a ocorrência de óbitos devido a fome na provincia de Inhambane e Gaza originados pela seca que assola aquela região e essa seca e tido como cíclica.

Então ha programas, que estão a ser levados a cabo para socorrer aquelas pessoas (programa de emergência - distribuição de comida, água em caminhões cisternas, água de lanho, etc.) e outros que se circunscrevem na introdução de culturas resistentes a seca como o caso da mandioca, mapira (sorghum), meixoeira, cajueiro, algodão, etc.

Regra geral poderia comentar especificamente numa determinada area, por exemplo em Moçambique atualmente temos assistido a cada vez mais um crescimento da consciência ambiental e de desenvolvimento sustentável no geral, dai que surgem iniciativas de criação de associações e /ou organizações com este propósito.

Muito recentemente, alias ate ao momento ha um grande debate sobre a incineração de pesticidas obsoletos, uma operação que em principio deve arrancar dentro de dias nos fornos da companhia de cimentos de Moçambique a escassos Km das cidades de Maputo e Matola.

Este debate tem sido bastante quente. Quente e animado!. Com o governo (o proponete) do projeto a fincar pe dizendo que e viável a incineração dos pesticidas e a poluição que de tal processo dai resultante e mínima com impacto zero. Argumenta ainda dizendo que o país e subscritor de convenções internacionais que pela forca dos mesmos não pode exportar resíduos tóxicos para paises (terceiros) que tem tecnologias de destruição sem problemas ambientais. Outro aspecto que mesmo assim, dificultaria a exportação para os paises fabricantes e que a maior parte dos pesticidas não se conhece a sua proveniência (uns sao do tempo colonial, outros já foram ha muito tempo banidos nesses paises).

Os ambientalistas, e os movimentos cívicos e mesmo alguns residentes das cidades de Matola e Maputo, reclamam que o governo não ouviu primeiro a opinião deles pois segundo se argumenta, haverá emissão de gases que vão aditar todo o ecossistema abrangido incluindo o Homem.

Devido a esta pressão o governo afirmou ha semanas que estava aberto a estudar outras alternativas para a destruição daquele venenos desde momento que não constituíam aumento do que já foi orçamentado.

E preciso salientar que de fato existem iniciativas, um pouco por todo o pais sobre agricultura sustentável.

A terminar desejo a todos, um final de semana feliz.

Nordino Ticongolo
Técnico do PAB
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