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Preços do carbono podem triplicar sob meta mais rigorosa da UE

Os preços no maior mercado de carbono do mundo podem triplicar até 2030 se a União Europeia adotar a meta mais rígida de redução de emissões proposta na estratégia climática do Green Deal.

 

Essa é a visão do Centro Polonês de Análise Climática e Energética, segundo o qual as licenças de emissão podem chegar a 76 euros (US$ 85) a tonelada se a UE continuar com o plano de cortar 55% dos gases de efeito estufa até o final desta década. O objetivo atual da UE é reduzir as emissões em 40% até 2030 em relação aos níveis de 1990.

 

A projeção está entre as mais altas sobre como o custo da poluição por gases de efeito estufa deve aumentar sob o Green Deal da UE, um plano ambicioso para limitar os gases que causam o aquecimento global. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, começou a trabalhar em metas mais ambiciosas e planeja propor uma nova até setembro.

 

"O custo de compra de licenças - custo total de compra de licenças para instalações cobertas pelo Sistema de Comércio de Emissões da UE em 2030 - vai variar de 10 bilhões de euros a 18 bilhões de euros para uma meta de redução de 50% e 55% respectivamente", disse o grupo de pesquisa conhecido pela sigla CAKE.

O grupo espera que os preços do carbono subam para 34 euros em 2025 e 52 euros em 2030, se a UE concordar em aumentar a meta para 50%. Na quinta-feira, o valor de referência para entrega em dezembro foi negociado a 24,09 euros por tonelada na bolsa ICE Futures Europe em Londres.

 

A comissão trabalha em uma análise de como uma mudança para a faixa 50%-55% afetaria a economia. O Green Deal tem como objetivo tornar a Europa o primeiro continente neutro em carbono até meados do século.

O mercado de carbono é a pedra angular da política climática da UE. Lançada há 15 anos, impõe limites cada vez menores às emissões de gases de efeito estufa por quase 12 mil instalações controladas por empresas de serviços públicos, fábricas e companhias aéreas. O limite do sistema deve diminuir 2,2% a cada ano a partir de 2021, em comparação com 1,74% nos oito anos até 2020.

 

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, [email protected]


Fonte: Uol em 05-03-2020 com informações do Bloomberg escrito por Ewa Krukowska

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