O processo de conversão de sistemas de produção de hortaliças convencionais para orgânicos

Renato Linhares de AssisI; Ademar Ribeiro RomeiroII

IEngenheiro agrônomo (DSc), pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia (Embrapa Agrobiologia). Endereço: Caixa Postal 74.505 - CEP 23850-970, Seropédica, RJ, Brasil. E-mail: [email protected]
IIEconomista (DSc), professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE-Unicamp). Endereço: Cidade Universitária, Caixa Postal 6.135 - CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil. E-mail: [email protected]

RESUMO

Este artigo analisa o processo de conversão para a olericultura orgânica por meio de estudos de caso junto a agricultores com comercialização em supermercados ou feiras específicas, constatando que o Estado sempre esteve à margem do processo de difusão da agricultura orgânica, determinando o estabelecimento de uma cultura de "independência" por parte desse setor produtivo. Pelo fato de a produção de hortaliças exigir um contato constante com o mercado e o processo de inovação tecnológica, há uma baixa demanda de apoio por parte pelos agricultores, independentemente do estrato socioeconômico. O artigo mostra também que ações públicas destinadas a promover a conversão para sistemas orgânicos têm maior receptividade junto a produtores familiares, em função da maior exigência por mão-de-obra na agricultura orgânica em relação à convencional, resultando em maiores custos monetários para os que recorrem à mão-de-obra contratada.

Palavras-chave: agricultura orgânica; difusão de tecnologia; políticas públicas; horticultura; agroecologia.

Fonte: Reivsta de Admnistração Pública ISSN 0034-7612) vol.41 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2007

[Banco de Dados]

Orgânico

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