doutorado

ulo:
Cultivares para o sistema orgânico de produção de batata
Autor:
Fabrício Rossi Listar as obras deste autor
Categoria:
Teses e Dissertações
Idioma:
Português
Instituição:/Parceiro
[cp] Programas de Pós-graduação da CAPES Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa
USP/ESALQ/FITOTECNIA
Área Conhecimento
AGRONOMIA
Nível
Doutorado
Ano da Tese
2009
Acessos:
8
Resumo
A crescente demanda por batata e outras hortaliças cultivadas organicamente no Brasil representa uma importante oportunidade e um desafio para os produtores orgânicos. Na atualidade, é limitado o esforço de pesquisa enfocando fertilização, adaptação de cultivares e manejo de pragas e doenças para sistemas orgânicos de cultivo da batata. Em geral, a produtividade na produção orgânica de batata é baixa em comparação a obtida no sistema convencional, devido à cultura estar sujeita à inúmeras pragas, doenças e distúrbios fisiológicos. Como não existem no mercado cultivares adaptadas especificamente ao sistema orgânico, os produtores utilizam cultivares européias e norte-americanas desenvolvidas para o sistema convencional de cultivo. O objetivo deste estudo foi avaliar, sob sistema de cultivo orgânico, cultivares nacionais e estrangeiras desenvolvidas para o cultivo convencional, quanto ao potencial produtivo e qualidade, em condições de campo, sujeitas ao ataque de pragas e doenças. Os experimentos foram conduzidos, em 2007 e 2008, em dois locais: a) Estação Experimental Agroecológica do Pólo Regional do Leste Paulista/APTA, em Monte Alegre do Sul - SP, b) Sítio Orgânico Pereiras, em Socorro - SP. O delineamento experimental adotado foi em blocos ao acaso com quatro repetições. Os tratamentos constaram das cultivares Agata, Apuã (IAC-5977), Aracy (IAC-2), Asterix, Caesar, Catucha (Epagri-361), Cupido, Éden, IAC Aracy Ruiva, Itararé (IAC-5986), Melody, Monte Alegre 172, Novella e Vivaldi, além dos clones avançados IAC 6090 (Ibituaçú), APTA 16.5, APTA 15.20 e APTA 21.54. Em cada experimento foram incluídas, pelo menos, 10 cultivares. As demais cultivares e clones avançados foram incluídos, pelo menos, em um experimento. Foram avaliados os seguintes parâmetros: produtividade total e comercial, números total e comercial de tubérculos, teor de matéria seca, açúcares redutores e totais, resistência à requeima (Phytophthora infestans) e à pintapreta (Alternaria solani). Em 2007, em Monte Alegre do Sul, as cultivares Apuã (14,32 t ha-1), Monte Alegre 172 (13,44 t ha-1), e o clone Ibituaçú (12,75 t ha-1) apresentaram os rendimentos mais elevados. No mesmo ano, em Socorro, Ibituaçú (21,27 t ha-1) apresentou o maior rendimento entre os genótipos avaliados. Em 2008, em Monte Alegre do Sul, os clones APTA 16.5 (24,25 t ha-1), APTA 21.54 (23,21 t ha-1) e Ibituaçú (20,19 t ha-1), e as cultivares Cupido (18,03 t ha-1), Apuã (17,08 t ha-1), Itararé (16,66 t ha-1), e Monte Alegre 172 (16,18 t ha-1) mostraram as maiores produtividades. No mesmo ano, em Socorro, APTA 16.5 (21,02 t ha-1), APTA 21.54 (19,28 t ha-1), Ibituaçú (19,88 t ha-1), e Apuã (18,72 t ha-1) mostraram excelente desempenho para rendimento. Os teores de matéria seca e de açúcares redutores para todos os genótipos avaliados mostraram, respectivamente, valores maiores e menores em relação aos encontrados na literatura. APTA 16.5, Apuã, Aracy, Aracy Ruiva, Éden, Ibituaçú e Monte Alegre 172 apresentaram de moderado a elevado nível de tolerância à pinta-preta, apresentando poucos ou ausência de sintomas da doença. Apuã, Aracy, Catucha, Ibituaçú e Monte Alegre 172 mostraram elevado nível de resistência à requeima.

 

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