Atributos físico-químicos de frutos de laranja 'Pêra' produzidos sob sistemas de cultivo orgânico e convencional

Bruno Emanuel Souza Coelho, Valéria Medrado Duarte, Laurenielle Ferreira Moraes da Silva, Karla dos Santos Melo de Sousa, Acácio Figueiredo Neto

Resumo

A laranja (Citrus sinensis) é a principal cultura do gênero citrus, sendo uma das principais frutas que compõem a pauta de exportação do agronegócio brasileiro. Dentre as principais cultivares de laranja, a variedade ‘Pêra’ é a de maior importância no Brasil pelo fato de ter um alto rendimento e qualidade de seu suco. A produção de laranja orgânica no estado de São Paulo é destaque nacional, e essa tecnologia vem se difundido no restante do país e a maior dificuldade desse crescimento é a falta de conhecimento científico. Diante disso, objetivou-se avaliar os atributos físicos e físico-químicos de frutos de laranja cultivar ‘Pêra’ cultivada em sistema orgânico e convencional em condições de clima semiárido no município de Juazeiro-BA. As amostras foram adquiridas em estádio de maturação maduro, C3–Laranja predominante, no mercado local. Os frutos foram avaliados quanto à os atributos físicos de: massa fresca, diâmetro equatorial e longitudinal e rendimento do suco, o suco dos frutos foram avaliados quanto ao pH, acidez titulável, sólidos solúveis, ratio, vitamina C e cor (L*, a*, b*). Os frutos cultivados em sistema orgânico apresentaram maior rendimento de suco, ou seja, maior aproveitamento, e mais desejado será pela indústria. O cultivo da laranja em sistema orgânico em condições semiáridas do interior da Bahia, proporcionou maior ratio e menor acidez no suco dos frutos, quando comparado ao suco dos frutos cultivado em sistema convencional, entretanto não houve diferença quanto o teor de sólidos, pH solúveis e vitamina C. Os frutos produzidos em sistema convencional apresentaram uma cor mais amarelada na polpa, quando comparados aos frutos produzidos em sistema orgânico.

Palavras-chave

Citrus sinensis; agroecologia; citricultura; pós-colheita.

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Fonte:REvista Brasileira de Meio Ambiente - volume 5 de 2019

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