Homeopatia: uma abordagem ecologicamente correta

Há possibilidade do acompanhamento homeopático agora na área da Agronomia

Agora a especialidade se volta para beneficiar o meio ambiente. Para explicar melhor, quero aproveitar o texto que está no meu site, escrito pela fitopatologista, pesquisadora científica e engenheira agrônoma Dra. Palmira R. Righetto Rolim. Acompanhem.

As plantas estão sujeitas ao ataque de numerosas pragas, em grande parte insetos e ácaros, assim como a grande número de doenças infecciosas. Na maioria dos casos, a incidência desses problemas fitossanitários está associada a um desequilíbrio da planta, seja de ordem nutricional, seja por uso excessivo de agroquímicos. Os meios convencionais adotados para manter pragas e doenças sob controle consistem no emprego de inseticidas, acaricidas e fungicidas que, por outro lado, são responsáveis por agressões ao ambiente. A pesquisa vem empenhando esforços visando o desenvolvimento de sistemas de produção que adotem "tecnologias limpas", envolvendo procedimentos de manejo que proporcionem, essencialmente, a recuperação do equilíbrio no ambiente agrícola e a melhoria da qualidade dos produtos.

Samuel Hahnemann, o "Pai da Homeopatia", explicitou: "Se as leis que eu proclamo são leis da natureza, elas são válidas para todos os seres vivos". Nesse sentido, assim como a Homeopatia assumiu tão grande importância à saúde humana, ela vem se desenvolvendo em outras áreas, como a veterinária e, mais recentemente, a agronomia. De fato, ao lado dos benefícios à saúde humana e animal, a Homeopatia já pode ser considerada um recurso a ser aplicado às plantas, conferindo qualidade e produtividade.

Na literatura científica, as primeiras referências apontando para a possibilidade de utilização da Homeopatia na agricultura são da década de 70, através de trabalhos desenvolvidos na Índia. Na década de 90, ocorreu um expressivo aumento do interesse de pesquisadores de diversos países, notadamente europeus. No Brasil, em 1996 iniciaram-se pesquisas na Universidade Federal de Viçosa, onde diversas teses foram, desde então, defendidas e divulgadas. Nessa área de atuação, foi aprovada em dezembro de 2005 a primeira dissertação de mestrado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, intitulada "Aplicação de preparados homeopáticos em morango e alface visando o cultivo com base agroecológica", de autoria do Eng.Agr. Fabrício Rossi.

Entre as recomendações do International Federation of Organic Agriculture Movements -IFOAM - para agricultura biológica, a Homeopatia é apontada como um meio para a sanidade das culturas. No Brasil, a homeopatia foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento como um dos meios de controle de doenças e pragas, através da Instrução Normativa 7, publicada em 17 de maio de 1999, que estabelece normas para a produção orgânica.

Em 2003, o Centro de Estudos Avançados em Homeopatia CESAHO - iniciou o primeiro curso de especialização para formação de engenheiros agrônomos homeopatas e constituiu um grupo de pesquisa para desenvolvimento da área. Em janeiro de 2006, o Royal London Homoeopathic Hospital, do Reino Unido, realizou a quinta edição da Conferência "Improving the Success of Homeopathy 5 - A Global Perspective", tendo como objetivo explorar o potencial da homeopatia para a saúde e bem-estar da população e discutir como a pesquisa pode avançar por colaboração internacional. Nesse evento, um dos simpósios teve como tema o potencial e a necessidade de pesquisa homeopática em horticultura e agricultura.

A homeopatia pode atuar principalmente na desintoxicação das plantas e estimulação da resistência contra pragas e doenças, além de participar de processos metabólicos do solo.

Atualmente, a homeopatia vem sendo empregada em diversas propriedades rurais e experiências bem sucedidas vêm sendo observadas por produtores que adotam sistemas agroecológicos, apontando sua eficiência e viabilidade.

Artigo escrito por Dr. Yechiel Moises Chencinski em 3/12/2008


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