Por uma vida mais saudável

Feiras confirmam o crescimento do mercado de produtos naturais e orgânicos no Brasil


A procura por alimentos e cosméticos orgânicos e naturais é cada vez maior, isso porque as pessoas estão mais preocupadas com as questões ambientais, além de buscar um estilo de vida saudável. Segundo o instituto de pesquisa internacional Euromonitor, os alimentos livres de glúten e lactose, orgânicos, fortificados, funcionais, probióticos e energéticos estão entre as tendências para alimentação em 2019. O instituto apontou também que o consumo consciente, o veganismo e o bem-estar animal para além das indústrias de alimentos, cosméticos e moda também estão em alta neste ano.

A 15ª edição das feiras Naturaltech - Feira de Alimentação Saudável, Suplementos, Produtos Naturais e Saúde junto com a Bio Brazil Fair | Biofach America Latina - Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia realizadas no Anhembi, em São Paulo, em junho, confirmaram o crescimento desse mercado de produtos orgânicos e naturais. As feiras simultâneas são consideradas o maior evento de sustentabilidade da América Latina.

Juntas as feiras reuniram 672 empresas expositoras, número 33% maior que em 2018, e teve mais de 44 mil visitantes entre lojistas, compradores, profissionais de saúde, profissionais do setor e consumidor final, em quatro dias de evento. Os visitantes puderam conferir as novidades em alimentos e cosméticos produzidos de forma sustentável e com benefícios para a saúde.

O crescimento do setor também reflete o crescimento da feira. Segundo a gerente de Negócios da Francal Feiras, Valeska de Oliveira, a principal mudança do evento foi o mercado. "A Francal foi precursora quando trouxe para o mercado uma feira de produtos orgânicos, quando ninguém falava sobre o assunto, há 16 anos era um mercado de naturalistas. Então, nós saímos com 70 expositores na Bienal do Ibirapuera e, hoje, nesta edição de 2019, nós fechamos com 172 empresas expositoras", diz.

Para Valeska a mudança para o Anhembi, que aconteceu há dois anos, foi um divisor de águas e ocorreu para oferecer melhor estrutura, logística, estacionamento e transporte público aos expositores e visitantes. "São feiras que atendem empresas que vendem no atacado e varejo que estão em busca de inovação, de novos fornecedores, de criatividade, de surpreender o consumidor final. Foi muito rico ver na feira a diversidade de produtos desde alimentos até cosméticos, higiene e limpeza. Quando você chega na feira e vê aquela imensidão, aquele universo orgânico e natural é uma surpresa tanto para o público de negócios, quanto para o consumidor final entender que tudo isso pode ser orgânico, tudo isso pode ser natural, que tem diversas opções de produtos orgânicos, produtos naturais, cosméticos, calçados veganos", ressalta a gerente de negócios.

O Brasil tem grande potencial de crescimento desse mercado, segundo Valeska. Isso porque há grandes marcas e marcas tradicionais investindo nesse segmento, que é formado, principalmente, por pequenas e médias empresas. A feira tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento do mercado, promover inovação e a conexão com o mercado de negócios e o mercado do consumidor final.

A gerente de negócios explica que é importante abrir a feira para o consumidor final, pois ele será informado sobre o que é um produto orgânico, natural, vegano e vegetariano e, assim, terá opções de escolhas. "As feiras foram muito visitadas por profissionais de saúde como, nutricionistas, nutrólogos, farmacêuticos, então, é muito importante conversar com esse público que é o formador de opinião, que é quem está na ponta atendendo o consumidor final", diz Valeska.

As empresas expositoras são comprometidas com um posicionamento em prol da sustentabilidade e têm em seu mix produtos como alimentos sem glúten e lactose, funcionais e probióticos, integrais, veganos e vegetarianos, diet e light, nutracêuticos, super alimentos, cosméticos e roupas naturais e veganos, fitoterápicos, linha pet, mel e derivados, nutrição esportiva e estética, óleos essenciais e velas, suplementos e shakes, temperos, tratamentos complementares, utensílios, entre outros.

Questão social

E não são apenas empresas que se beneficiam do mercado de produtos orgânicos e naturais que está em ascensão. Segundo Valeska de Oliveira, esse mercado envolve também uma questão social, quando se fala em agricultura familiar, na inclusão de novas empresas, novos produtos, por isso é um mercado que agrega valor tanto ao produtor quanto à indústria.

Com isso, esses produtos se tornam mais acessíveis para o consumidor final. "Lá atrás se falava muito na diferenciação de preço entre o produto orgânico e o convencional, e cada vez mais essa distância vem sendo reduzida. É um mercado que inova a todo tempo, você tem muitas foodtechs, startups, agritechs atuando nesse segmento, a gente consegue trabalhar desenvolvimento social, geração de renda, inovação para toda a cadeia", ressalta a gerente de Negócios da Francal Feiras. V&A

Fonte:Diário da Região por Jéssica Reis em 13/07/2019

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