Continua cadastro de projetos para mapeamento das boas práticas ambientais desenvolvidas em Rondônia

Em seis meses, conforme a coordenadora Maria do Rosário, há apenas um projeto da Universidade Federal de Rondônia (Unir) inserido na plataforma da Sedam, enquanto outros três de Vilhena, Corumbiara e Alto Alegre dos Parecis aguardam a inserção.

Considerando que o Estado de Rondônia possui grande riqueza de conhecimento, projetos e ações voltados às questões socioambientais desenvolvidos por diferentes públicos, sem ampla divulgação, a Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) iniciou em agosto do ano passado o mapeamento de boas práticas ou programas de educação ambiental elaborados por instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e pessoas físicas. Em seis meses, conforme a coordenadora Maria do Rosário, há apenas um projeto da Universidade Federal de Rondônia (Unir) inserido na plataforma da Sedam, enquanto outros três de Vilhena, Corumbiara e Alto Alegre dos Parecis aguardam a inserção.

A proposta deste mapeamento é reforçar as ações da educação ambiental no estado, promovendo a troca de experiência e a disponibilização de um banco de dados com informações precisas sobre as ações desenvolvidas em todos os municípios, um trabalho que Maria do Rosário acredita ser importante para pesquisas na internet tanto por alunos quanto por professores, profissionais da área ambiental e afins, entre outros.

Ela explicou que a iniciativa cadastrada por uma professora do Departamento de Biologia da Unir consiste em um aplicativo (Projeto Urubu) que trata de animais mortos nas rodovias. Já os que aguardam a isenção no mapeamento tratam da recuperação de nascentes em Vilhena e Corumbiara; e poesia, desenho e prosa sobre o meio ambiente desenvolvido pelo Conselho Municipal de Educação Ambiental de Alto Alegre com alunos do ensino fundamental.

Para participar do mapeamento, a pessoa deve acessar o site: www.sedam.ro.gov.br, na seção interatividade clicar em Educação Profissional e em seguida no link Mapeamento de Experiências em Educação Ambiental, que contempla 46 áreas, como agricultura, biodinâmica, biológica ou agroecológica; apicultura; arte educação ambiental; ecoturismo, diversificação da produção; economia solidária; gestão de resíduos sólidos; manejo florestal; gestão de águas e bacias; parques, manejo de animais silvestres; restauração e recuperação de ecossistemas; jardins e arborização urbana e valorização de produtos da biodiversidade; e por fim cadastrar a iniciativa no espaço reservado para preenchimento das informações básicas.

Após o processo de captação dos projetos, Maria do Rosário revelou que a proposta é tornar o site da Sedam uma referência para estudos e pesquisas sobre questões ambientais. “Nossa ideia é fazer com que o público ao buscar uma informação clique na página da Sedam e lá conste uma espécie de mapa, com a identificação das ações de cada um dos 52 municípios do estado”, ressaltou.

Sobre o direito autoral dos projetos, a gerente de Atividades Ambientais da Sedam, Daniela Moreira, observou que será mantido. “Muitas pessoas têm receio de inserir seus projetos, mas não devemos esquecer que a autoria é da pessoa, mas o meio ambiente é de todos, e deve ser preocupação de todos também indicar meios para preservá-lo”, ponderou.

PARQUE CORUMBIARA

Maria do Rosário e Daniela ainda falaram sobre os projetos de educação ambiental previstos para ser desenvolvidos com alunos da rede pública, no período de 2018/2019, no Parque Estadual de Corumbiara, que abrange também os municípios de Cerejeiras, Pimenteiras, Alto Alegre dos Parecis e Alta Floresta do Oeste. Trata-se do Semeando o Futuro, Educação Ambiental sob a Ótica Infanto-Juvenil, Valorização do Meio Ambiente por Meio da Escrita e Produção de Audiovisuais.

Com relação a Semeando o Futuro, ela explicou que a proposta do Batalhão da Polícia Ambiental é que sejam trabalhados viveiros e a recuperação de nascentes do rio Corumbiara, em Alta Floresta, onde se percebe a redução do volume de água. Teatro, palestras, distribuição de brindes, reconhecimento de plantas e identificação de animais também fazem parte do projeto”, citou Maria do Rosário, ressaltando que a ideia é que todo o trabalho desenvolvido em Alta Floresta e nos outros quatro municípios seja expandido a todos no entorno do parque.

O Sob a Ótica Infanto-Juvenil é uma iniciativa da prefeitura de Pimenteiras para ser trabalhada com os jovens em desconformidade com a lei, com acompanhamento do Judiciário e demais órgãos que tratam dos adolescentes em conflito com a lei. O Valorização do Meio Ambiente por Meio da Escrita é de u grupo de educadores de Alto Alegre dos Parecis; e o de audiovisuais, de Cerejeiras.

Todos os recursos financeiros são do Parque, via Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). “Vale reforçar que todos os projetos são monitorados para que ao foco fique sempre na questão ambiental do Parque Corumbiara”.

Fonte: O Nortão em 02-03-2018



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