Agricultura feita por robots? É a solução que a Iron Ox quer colocar no terreno

A Iron Ox, baseada na Califórnia, criou a primeira produção agrícola controlada inteiramente por máquinas que recorrem a um sistema de inteligência artificial para monitorizar as plantações.

 

A Iron Ox é uma empresa com sede na Califórnia que está a revolucionar o setor agrícola, ao ter criado a primeira quinta totalmente controlada e monitorizada por robôs, com um sistema de inteligência artificial (IA). Esta solução aparece como resposta face ao problema da crescente falta de mão de obra, servindo também para tentar melhorar os níveis de produção.

Alegando estar capacitado para “produzir 30 vezes mais do que uma quinta tradicional”, anualmente, o software de IA, criado pela empresa americana, age movendo as plantas e rentabilizando eficientemente o espaço. Contudo, os custos para aplicação desta tecnologia levou a que tenham sido investidos cerca de 10 mil milhões de dólares, em 2017, representando um aumento de 29% do valor total registado em 2016. Com um espaço de 2000 metros quadrados, as plantas são colocadas em vasos com medidas de 1,2 por 2,4 metros, que pesam cerca de 362 quilogramas, com as quais as máquinas operam autonomamente.

Brandon Alexander, o co-fundador da Iron Ox, disse ao The Guardian que a máquina de nome “Angus” é “incrivelmente inteligente” e que tal como um carro auto-conduzido tem aproximadamente 450 quilos, move-se pela quinta, sentindo e transportando os módulos de plantação de secção para secção.

Um braço robótico, totalmente autónomo, atua também sobre as plantações, colhendo as plantas através do seu sistema de reconhecimento altamente sensível, que permite fazer uma análise minuciosa do estado de prontidão das plantas antes de serem colhidas. Este braço, está apetrechado com duas câmaras e quatro sensores Lidar que lhe permitem “ver” em 3D, conseguindo identificar situações de doença, pestes e outros problemas relacionados com o estado das plantas.

De forma a controlar a maquinaria, a Iron Ox utiliza o sistema ao qual dá o nome de “The Brain”, (o cérebro), que é monitorizado por uma equipa de cientistas. Este sistema tem por objetivo processar a informação transmitida pelos robôs no terreno, bem como mimetizar as funções de um trabalhador agrícola, tais como: precisar os momentos indicados para semear, recolher folhas e embalar os produtos recolhidos na colheita.

Na agenda da Iron Ox constam planos de expansão, começando, em primeiro lugar, por vender as suas produções a restaurantes e pequenas mercearias, ainda este ano, e só depois pensa construir quintas “robóticas” na periferia de grandes centros urbanos, de forma a reduzir os custos e tempo de transporte dos produtos para o mercado.

Fonte:Jornal de Negócio em 09-10-2018


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